Com dobradinha no pódio, Maringá conquista tricampeonato estadual da Chave Ouro

Da redação, Jaqueline Galvão – Em duas partidas foram conhecidos, neste domingo (10.11), os campeões da temporada 2019 da principal divisão do Campeonato Paranaense de Handebol Adulto, competição promovida pela Liga de Handebol do Paraná. Ao reeditar as finais do ano passado, as seleções feminina e masculina da Prefeitura de Maringá/Unimed/Unicesumar comemoraram juntas pelo terceiro ano consecutivo o título estadual.
 
Na decisão feminina, a equipe maringaense enfrentou o elenco da FAG/Cascavel/Beasrkin CrossFit, mostrando logo de início que seria difícil tirar o título da Cidade Canção. Melhor em quadra, Maringá fechou o sistema defensivo e criou boas chances de ampliar o placar, encerrando o primeiro tempo em 15/08 e a etapa seguinte 16/11, fechando o marcador em 31 a 19, resultado que coroou a campanha das maringaenses com o posto mais alto no pódio pelo terceira vez consecutiva. “Vale o sacrifício, jogar uma final contra Cascavel sempre é emocionante, é uma rivalidade muito grande, então vai com dor, do jeito que estiver”, disse Isabella Ansolin, autora dos dois últimos gols e artilheira da partida, que durante a final machucou o braço direito, mais voltou a jogar.
 
Equipe feminina de Maringá conquistou tricampeonato estadual: "ser campeão estadual dá mais ânimo pra gente buscar uma vaga na Liga Nacional” (Foto: Heloisa Correa)
 
De acordo com o professor Valmir Fassina, o tricampeonato estadual consolida a equipe feminina de Maringá com uma das principais forças do Estado, junto com Cascavel. “Essa é uma equipe que evoluiu bastante, comecei um trabalho com ela há 10 anos, basicamente são as mesmas jogadoras com algumas novas, tivemos somente duas inclusões de fora - a Keila do Espírito Santo e a Isabella de Toledo -, nos dois últimos anos cresceram muito, assim como também mudou muito o perfil físico dessa equipe, então ser campeão estadual, com um bom placar, dá mais ânimo pra gente buscar uma vaga na Liga Nacional”, enfatizou Fassina.
 
Liga Nacional
A uma vitória de fazer história na Liga Nacional, o elenco feminino tem seus próximos compromissos fora de casa contra times catarinenses: no dia 21 pega UNC Concórdia e dia 23 enfrenta Blumenau/FURB. “Ano passado disputamos pela segunda vez a Liga Nacional e já fizemos jogos bons, esse ano estamos nos consolidando, a equipe vem crescendo muito, conseguimos jogar de igual pra igual com todas as equipes, vencemos Blumenau que nunca tínhamos vencido, temos ainda dois jogos, vencendo um nos classificamos pela primeira vez entre as finalistas da Liga Nacional,” ressaltou Fassina.
 
Medalha de prata
Pelo terceiro ano seguido as cascavelenses esbarraram no troféu de campeãs, conquistado pela última vez em 2016. “Faltou vencer Maringá que se opôs a Cascavel muito bem, com defesa forte e um ótimo ataque, para nós ficar com o vice-campeonato estadual pelo terceiro ano é frustrante, mas também nos últimos três anos somos campeões dos Jogos Abertos, então tudo certo”, analisou o técnico Neudi Zenatti.
 
Cascavel ficou com a medalha de prata pelo terceiro ano consecutivo (Foto: Heloisa Correa)
 
Em seus domínios, a equipe cascavelense participa de 12 a 16 de novembro do Campeonato Brasileiro de Clubes e duela em grupo único com Aciseg/Guarulhos Handebol (SP), CAIC/GHC/Júlia Nunes/Bola na Mão (PI), Clube Português/Aeso (PE) e Sport Club do Recife/Jaguar (PE). Já no dia 21 vai a Santa Catarina para disputar uma vaga ao G4 da Liga Nacional com Blumenau/FURB, e dia 23 mede força com UNC Concórdia.
 
Bronze
O último lugar no pódio feminino foi decidido entre a Prefeitura de Matelândia/Handebol e a Prefeitura de Toledo/ATH/Apef, que protagonizaram uma disputa acirrada pela medalha de bronze. Jogando de igual pra igual, as matelandienses conseguirem se sobressair e fechar as parciais com duplo 16 a 15, encerrando o placar em 32 a 30, vitória muito comemorada pelo time, que ocupa pela terceira vez um lugar entre as três melhores equipes da categoria livre. A conquista ainda foi coroada com a indicação de atleta destaque da partida para Jassiana de Cordova e com a artilharia para Tabata Santos, que marcou 10 gols. 
 
Matelândia encerrou sua participação entre as três melhores equipes femininas da cartegoria livre no Paraná (Foto: Heloisa Correa)
 
Competição masculina
Em busca do heptacampeonato estadual, a equipe masculina da Prefeitura de Maringá/Unimed/Unicesumar encontrou com o time da MRV/Unicesumar/Paiquerê FM/Londrina para o duelo final da competição, reeditando a decisão do ano passado.  Na primeira etapa, os maringaenses se sobressaíram e fecharam em 14/10, ao passo que na etapa seguinte os londrinenses viraram em 14 a 12, placar que foi não suficiente para vencer o jogo, dando o título pela sétima vez consecutiva para Maringá e pela terceira vez com dobradinha no pódio com a seleção feminina. O camisa 11, Octavio Paiva, foi eleito atleta destaque da partida, coroando a vitória maringaense. “A conquista deste título fortalece a modalidade em Maringá, além de ser uma forma de valorizar o trabalho da Associação Maringaense de Handebol, da comissão técnica e principalmente dos atletas, que são a razão do esporte acontecer”, evidenciou o técnico Leonardo Bortolini (Léo).
 
Equipe masculina de Maringá fez história ao conquistar pelo sétimo ano consecutivo o título estadual da Chave Ouro (Foto: Heloisa Correa)
 
Na 4ª colocação na Liga Nacional e ainda com dois jogos da fase de grupos – dia 21 contra Guarulhos/SP e dia 30 diante do São Carlos/SP – Maringá tem chances mínimas de avançar ao G3, uma vez que o time paulista de Guarulhos, que atualmente ocupa o 3º lugar, tem menos derrotas e os maringaenses perderam a partida no confronto direto. “Classifica apenas três, nossas chances são bem pequenas, independente disso, o trabalho continua, vamos jogar com a mesma intensidade que jogaríamos se ainda tivéssemos alguma chance de classificação, o que não depende mais de nós. Meu objetivo como treinador é fazer o handebol crescer em Maringá, formar atletas, fazer com que eles desenvolvam, evoluam a cada dia de treinamento, a cada jogo, a cada competição”, expôs Léo.
 
 
Na 4ª colocação na Liga Nacional e ainda com dois jogos da fase de grupos – dia 21 contra Guarulhos/SP e dia 23 diante do São Carlos/SP – Maringá tem chances mínimas de avançar ao G3, uma vez que o time paulista de Guarulhos, que atualmente ocupa o 3º lugar, tem menos derrotas e os maringaenses perderam a partida no confronto direto. “Classifica apenas três, nossas chances são bem pequenas, independente disso, continua o trabalho, vamos jogar com a mesma intensidade que jogaríamos se ainda tivesse alguma chance de classificação, o que não depende mais de nós. Meu objetivo como treinador é fazer o handebol crescer em Maringá, formar atletas, fazer com que eles desenvolvam, evoluam a cada dia de treinamento, a cada jogo, a cada competição”, expôs Léo.
 
Londrina ficou com a medalha de prata do estadual (Foto: Heloisa Correa)
 
Posição mantida
O selecionado da Lanalli/O2 Saúde/Clinivel/Cascavel manteve sua posição no pódio ao superar o elenco AhandFoz/Smel/Foz do Iguaçu por 25 a 18, com parciais 13/11 e 12/09, encerrando a temporada 2019 com a medalha de bronze.  O camisa 10, Carlos Castilho, foi o artilheiro do jogo, ajudando na vitória cascavelense com sete gols, ao passo que seu conterrâneo Gabriel dos Santos foi eleito o melhor jogador do confronto.  
 
Das quatro competições que Cascavel disputou na temporada 2019 sagrou-se campeão da Copa Ubiratã e da Paraná Handebol Cup, bicampeão dos Jogos Abertos, além do bronze no Paranaense. “Sempre é importante estar entre os primeiros, novamente não conseguimos passar à final do Paranaense, ficamos com o bronze mais uma vez. Como não temos um time fixo, metade dos jogadores é do município e outra metade de fora, e o Campeonato Paranaense tem um período entre as etapas, o que faz com passemos um tempo maior sem ter contato com a bola e com o time, ao contrário de Maringá e Londrina, que estão com o conjunto do time o ano inteiro, nós nos encontramos apenas para jogar e essa é a grande dificuldade que temos hoje”, avaliou o capitão da equipe Marcelo Rizzoto.
 
Cascavel terminou o estadual com a medalha de bronze: "orgulho muito grande pra nós" (Foto: Heloisa Correa)
 
Encerrar o estadual entre as três melhores equipes da categoria livre mantém Cascavel entre as grandes seleções do Paraná. “Estamos felizes com esse 3º lugar, é um orgulho muito grande pra nós. O Paranaense é um campeonato que vem evoluindo muito, sem sombra de dúvidas hoje em relação aos campeonatos estaduais bate de frente até com o Paulista, os dois campeonatos estão semelhantes na importância. Esse ano está sendo muito bom pra nós”, destacou Rizzoto.
 
A partir de terça-feira (12.11), Cascavel disputa em casa o Campeonato Brasileiro de Clubes, junto com os times do Clube Português/Aeso (PE), MRV/Unicesumar/Paiquerê FM/Viscardi/Londrina (PR), Sport Club do Recife/Jaguar (PE) e Viking/Barra Universo/Campos (RJ). “Estamos empenhados em continuar o trabalho, vamos tentar ganhar o Campeonato Brasileiro, trazer esse título para o Paraná, que eu acho de suma importância para o handebol paranaense”, frisou Rizzoto. 
 
O álbum completo com a cobertura fotográfica da competição está disponível no Flickr da Paraná Handebol. Mais informações sobre a Chave Ouro podem ser conferidas clicando aqui.
 
O Campeonato Paranaense de Handebol Adulto – Chave Ouro conta com o apoio da Prefeitura de Londrina, por intermédio da Fundação de Esportes, da Federação Internacional de Handebol (IHF), da Confederação Brasileira de Handebol, do Instituto Paranaense de Ciência do Esporte, da Associação Paranaense de Árbitros de Handebol (APAH), do CREF9/PR e da Kempa.

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